Artigo científico · Autismo adulto
Autismo além da infância: compreender o espectro, o diagnóstico tardio e a vida adulta
- Autor
- Jorge Roberto Ferreira Cavalheiro
- Publicação
- Boletim de Conjuntura (BOCA)
Volume 25, número 82, 2026 - Data de publicação
A avaliação de adultos deve ser longitudinal, contextual e multidimensional, sem reduzir a pessoa à categoria diagnóstica.
Em poucas palavras
Pontos centrais do artigo
- 01
Funcionar não é o mesmo que estar bem
Muitos adultos autistas chegam à avaliação após anos de sofrimento, com um funcionamento aparentemente adequado, porém sustentado por elevado custo adaptativo.
- 02
Não existe idade-limite para o diagnóstico
A literatura recente indica que não há ponto de corte universal que defina o que é um diagnóstico tardio.
- 03
Camuflagem e burnout pedem cautela
Camuflagem social e burnout autista são temas centrais, mas exigem cuidado conceitual e metodológico para não virarem rótulos simplificados.
- 04
Testes não substituem a história de vida
Instrumentos padronizados não substituem a integração clínica e a reconstrução da história do desenvolvimento.
Sobre o artigo
Sobre o artigo
Adultos autistas podem chegar à avaliação psicológica após anos de sofrimento, explicações diagnósticas parciais e funcionamento aparentemente adequado, porém sustentado por elevado custo adaptativo. O artigo desenvolve uma reflexão clínico-profissional sobre o autismo na vida adulta e o diagnóstico tardio, articulando literatura científica contemporânea e seminal, DSM-5-TR, CID-11, documentos oficiais e experiência profissional. São discutidos heterogeneidade do espectro, trajetória desenvolvimental, camuflagem social, burnout autista, diferenças relacionadas a sexo e gênero, condições coexistentes, diagnóstico diferencial, instrumentos de avaliação e suporte pós-diagnóstico.
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